Rogério Cézar de Cerqueira Leite Índice Produção científica | Outras atividades | Títulos e...
Nascidos em 1931Engenheiros de São PauloFísicos do BrasilGrã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico
Santo Anastácio14 de julho1931engenheiro eletrônicofísicoInstituto Tecnológico de Aeronáutica19581962ITAUnicampUniversidade de CampinasUnicampUnião Internacional de Física Pura e AplicadaCNPEMLNLSLNBioCNPEMSBPCFAPESPFINEPincubadora tecnológicaJonas DonizeteSérgio MoroOxfordCompanhia Paulista de Força e LuzFranco MontoroPTLULAmultinacionaisprograma nuclear brasileiroensino superiortransferência de tecnologia
Rogério de Cerqueira Leite | |
|---|---|
| Nome completo | Rogério Cezar de Cerqueira Leite |
| Nascimento | 14 de julho de 1931 (87 anos) Santo Anastácio São Paulo Brasil |
| Nacionalidade | |
Alma mater | ITA |
| Ocupação | engenheiro eletrônico físico professor |
Rogério Cezar de Cerqueira Leite (ortograficamente, César; Santo Anastácio,[1]14 de julho[2] de 1931[3]) é um engenheiro eletrônico e físico brasileiro.
Graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1958,[4] obteve seu doutorado em Física pela Universidade de Paris (Sorbonne) em 1962. Trabalhou como pesquisador da Bell Laboratories, de 1962 até 1970. Lecionou no ITA, na Unicamp (1970-1987) e na Universidade de Paris (como professeur d'échange). Dirigiu o Instituto de Física e criou o Departamento de Física do Estado Sólido da Universidade de Campinas. Ele e Sérgio Porto foram os primeiros no país a utilizar o laser para estudar propriedades dos materiais. Ainda na Unicamp, implantou o Departamento de Música e em seguida o Instituto de Artes, além de ter assumido a Coordenadoria Geral das Faculdades (1970-1975).[5][6]
Foi membro do grupo de trabalho de Energia da União Internacional de Física Pura e Aplicada-IUPAP. É membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT).
Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas
Foi Presidente do Conselho de Administração do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais), entidade responsável pela gestão dos Laboratórios Nacionais de Luz Síncrotron (LNLS), de Biociências (LNBio), de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e de Nanotecnologia (LNNano). Atualmente, é presidente honorário do Conselho de Administração do CNPEM. [7]
Foi membro de vários conselhos de entidades científicas , tais como SBPC e FAPESP. É consultor de várias agências estatais , tais como a FINEP, e de organizações privadas.
Criou e dirigiu por 20 anos a CODETEC, empresa que criou a primeira incubadora tecnológica do Brasil (1975-76) e desenvolveu mais de uma centena de projetos para diferentes organizações públicas e privadas. [8]
Dirigiu a Ciatec após transferência para o antigo prédio do CNPEN na Rua Lauro Vannucci, 1020 Campinas[9]. Em 2017, como diretor do CNPEN, solicitou a desocupação do prédio por falta de pagamento de alugueis por parte da prefeitura de Campinas. Grande parte da dívida foi contraída durante a gestão do Prefeito Jonas Donizete.[10] Em 2018, após longa disputa judicial, a prefeitura de Campinas entregou o prédio para o CNPEM com as empresas ainda instaladas e com com contratos vigentes. O CNPEN então solicitou o despejo das 17 empresas lá instaladas gerando grandes prejuízos, incluindo a demissão de funcionários.[11]
Em 2016, publicou um artigo criticando a atuação do juiz Sérgio Moro[12].
Índice
1 Produção científica
2 Outras atividades
3 Títulos e honrarias
4 Livros publicados
5 Referências
6 Ligações externas
Produção científica |
É autor de 80 trabalhos em revistas especializadas. Foi editor da Solid State Communications, editada em Oxford (Inglaterra), de 1974 a 1988, e revisor de cerca de 20 revistas internacionais.
Obteve cerca de 3.000 citações em revistas científicas, segundo o Science Citation Index.
Outras atividades |
Foi vice-presidente executivo da Companhia Paulista de Força e Luz (1982 a 1986) durante o governo de Franco Montoro, quando a empresa era estatal. [1]
É membro do conselho editorial do jornal Folha de S.Paulo desde 1978.
É filiado ao PT e amigo íntimo do Ex-Presidente LULA.
Publicou mais que dois mil artigos em jornais e escreveu vários livros sobre temas como a atuação das multinacionais, o programa nuclear brasileiro, ensino superior, e transferência de tecnologia.
Títulos e honrarias |
- Foi agraciado com a comenda da Ordem Nacional do Mérito da França
- Cátedra da Universidade de Montreal, Canadá
- Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico
- Pesquisador emérito do CNPq.
Livros publicados |
- Pró-alcool - a Única Alternativa para o Futuro
- Física do Estado Sólido
- As Sete Pragas da Universidade Brasileira
Referências
↑ ab Vídeo: Depoimento de Rogério Cézar de Cerqueira Leite.. Projeto Memória Viva. CPFL.
↑ Neglected Science. Rogério Cerqueira Leite
↑ CPDOC-FGV. História da Ciência no Brasil: acervo de depoimentos, 1984, "Rogério de Cerqueira Leite", p.180
↑ Associação dos Engenheiros do ITA. Rogério Cézar de Cerqueira Leite
↑ Rogério Cerqueira Leite é homenageado com título de Cidadão Campineiro. 16 de março de 2010. Portal Unicamp.
↑ Schwartzman, Simon Um espaço para a ciência: a formaçao da comunidade científica no Brasil
↑ «CNPEM New Director General is sworn in – LNLS». www.lnls.cnpem.br. Consultado em 27 de janeiro de 2019
↑ CODETEC – Companhia de Desenvolvimento Tecnológico. Por Rogério Cezar de Cerqueira Leite.
↑ «Contrato 117_2013» (PDF)
↑ «Prefeitura e CNPEM negociam dívidas de prédio para evitar despejo de incubadora». G1
↑ «Incubadoras de tecnologia correm risco de despejo em prédio alugado pela Ciatec». G1
↑ «ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE: Desvendando Moro». Folha de S.Paulo
Ligações externas |
- Site de Rogério Cezar de Cerqueira Leite
"Eu deixaria o Pré-Sal e investiria no Pró-Álcool". Entrevista com Rogério Cézar Cerqueira Leite. Por Aray Nabuco e Frédi Vasconcelos. Caros Amigos, abril de 2014.
O biocombustível no Brasil. Por Rogério Cezar de Cerqueira LeiteI; Manoel Régis L. V. Leal. Novos Estudos CEBRAP n° 78 São Paulo, julho de 2007 ISSN 1980-5403
Rogério Cezar de Cerqueira Leite: Produção científica e lixo acadêmico no Brasil. Folha de S.Paulo, 6 de janeiro de 2015.