Ofensiva sobre o Crescente Petrolífero (2018) Índice Prelúdio | Desenvolvimento | Consequências |...
Guerra Civil Líbia (2014–presente)Conflitos em 20182018 na Líbia
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Ofensiva sobre o Crescente Petrolífero (2018) | |||
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Segunda Guerra Civil Líbia | |||
| Data | 11 - 26 de Junho de 2018 | ||
| Local | Crescente Petrolífero (Ras Lanuf e Sidra) | ||
| Desfecho | Vitória do Exército Nacional Líbio | ||
| Mudanças territoriais | Ras Lanuf e Sidra são recapturados pelo governo de Tobruk. | ||
| Beligerantes | |||
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| Comandantes | |||
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| Forças | |||
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A Ofensiva sobre o Crescente Petrolífero foi uma ofensiva ocorrida durante a Segunda Guerra Civil Líbia lançada em 14 de junho de 2018 e travada concomitantemente com a Batalha de Derna. [1] As milicias atacantes capturaram Ras Lanuf e al-Sidra, antes que o Exército Nacional Líbio iniciasse uma contra-ofensiva em 17 de junho.[4] Em 21 de junho, o Exército Nacional Líbio reconquistou os territórios perdidos. [5] Horas depois, os atacantes reivindicaram a captura dessas cidades mais uma vez [6][7], mas o Exército Nacional Líbio negou essas alegações, liberando fotos mostrando seus soldados dentro de al-Sidra e Ras Lanuf. [8]
Índice
1 Prelúdio
2 Desenvolvimento
3 Consequências
4 Referências
Prelúdio |
Em setembro de 2016, as milícias do autoproclamado Exército Nacional Líbio, liderado pelo marechal Khalifa Haftar e afiliado ao governo de Tobruk, haviam apreendido primeiramente os distritos de Ras Lanouf e al-Sidra, que formam o "Crescente Petrolífero" líbio.[9][10] Esta área era anteriormente detida pelos "Guardas das Instalações Petrolíferas", dirigidos por Ibrahim Jadhran, que vinha desafiando os diferentes governos líbios bloqueando as exportações de petróleo por dois anos.[9][10]
Em 14 de junho de 2018, quase dois anos após sua derrota, Ibrahim Jadhran reaparece e anuncia em um vídeo a criação da "Força de Libertação do Crescente Petrolífero"[9][10], manifestando sua intenção de retomar as instalações de petróleo e, assim, os combates começam no mesmo dia.[9][10] A Companhia Nacional de Petróleo da Líbia também atribui o ataque a Ibrahim Jadhran.[9][10] A Força de Libertação do Crescente Petrolífero reuniria antigos membros dos Guardas das Instalações Petrolíferas e os combatentes das Brigadas de Defesa de Bengazi.[10] Em 21 de junho, Ahmed al-Mesmari, o porta-voz do Exército Nacional Líbio, também declara que 1.000 "mercenários chadianos" participavam dos combates ao lado das forças de Ibrahim Jadhran.[11]
A ofensiva foi lançada enquanto o Exército Nacional Líbio estava engajado na Batalha de Derna.[10] De acordo com Claudia Gazzini, analista do International Crisis Group: "O timing do ataque ao Crescente Petrolífero provavelmente está bastante relacionado à ofensiva sobre Derna. Se Derna cair, o Exército Nacional Líbio se torna a potência incontestável do Leste. Para seus adversários, é necessário romper essa imagem, para mostrar que o imponente Exército Nacional Líbio é na realidade muito fraco e vulnerável”.[10]
Desenvolvimento |
Os combates iniciaram em 14 de junho, ao sul dos terminais de petróleo de Ras Lanouf e al-Sidra.[9][10] Os confrontos atingiram as duas cidades.[10] A Companhia Nacional de Petróleo anuncia a evacuação de seu pessoal e a cessação das exportações nos portos de Ras Lanouf e al-Sidra.[9][10] O porta-voz do Exército Nacional Líbio afirma no mesmo dia que os ataques foram repelidos, mas os combates prosseguiam.[12] O Exército Nacional Líbio também possuía a vantagem de dispor de forças aéreas, ao contrário de seus oponentes.[10][12][13]
A ofensiva foi condenada pelo Governo de Unidade Nacional, baseado em Trípoli.[9]Fayez al-Sarraj denuncia em um comunicado "um ato que pode ameaçar a segurança e estabilidade do país e reacender a discórdia. [...] Esta escalada irresponsável empurra o país a uma guerra civil".[9] Mas o Governo de Tobruk acusa o Governo de Unidade Nacional de estar "por trás do ataque" e afirma que as "milícias de Ibrahim Jadhran" concluíram uma aliança com as Brigadas de Defesa de Bengazi.[9] Os ataques também são condenados pela Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia, pelos Estados Unidos e pela França.[9][14] A tribo Magharba, da qual descende Ibrahim Jadhran, também não apoiou a ofensiva.[10]
Em 18 de junho, a Companhia Nacional de Petróleo deplora as "perdas catastróficas" logo depois da destruição de dois reservatórios na refinaria de Ras Lanouf[15], indicando que após a "perda dos reservatórios de armazenamento n.° 2 e n.° 12 no terminal de Ras Lanouf", a capacidade de armazenamento de Ras Lanouf, que era de 950.000 barris de petróleo bruto, foi doravante reduzida para 550.000 barris e que "reconstruir esses reservatórios pode levar anos, especialmente na atual situação de insegurança. Esse incidente custará centenas de milhões de dólares para a reconstrução e bilhões em termos de perda de oportunidades de vendas".[15] A produção, que era de mais de um milhão de barris por dia, foi reduzida para 450.000 barris.[14] De acordo com o Tesouro dos Estados Unidos, os combates custaram a Líbia 1,4 bilhão de dólares em rendimentos perdidos.[16].
Em 21 de junho, as tropas do marechal Khalifa Haftar lançaram uma contra-ofensiva depois de vários dias de combates intermitentes.[14] A operação foi denominada "Invasão Sagrada".[13] Em poucas horas, o Exército Nacional Líbio recupera vantagem e anuncia ter retomado o controle de dois terminais petrolíferos.[14][17] As forças de Ibrahim Jadhran são repelidas para o oeste e para o sul.[14][18] Em 26 de junho, o Exército Nacional Líbio anuncia o fim das operações militares no Crescente Petrolífero.[19]
Consequências |
No final dos combates, no entanto, o marechal Haftar decidiu não restituir a produção de petróleo à Companhia Nacional de Petróleo (National Oil Company, NOC), cuja sede está estabelecida em Trípoli, mas a uma filial paralela sediada no leste, contrariando assim a um acordo celebrado com o Governo de Unidade Nacional.[19][20] Porém as Nações Unidas marcam a sua oposição, bem como os Estados Unidos e os países europeus cujas empresas não estão autorizadas a assinar contratos com o Governo de Tobruk.[21] Em 10 de julho, o marechal Haftar recuou e entregou a gestão dos terminais petrolíferos a Companhia Nacional de Petróleo de Trípoli.[21][22]
Em 12 de setembro, os Estados Unidos e o Comité de Sanções para a Líbia do Conselho de Segurança das Nações Unidas adotam sanções contra Ibrahim Jadhran com o congelamento de ativos e a proibição de viagem.[16][23]
Referências
↑ abc «Splinter militia in Libya attacks Haftar-controlled oil sites» (em inglês). Middle East Eye
↑ «Libya: Capture of Export Terminals Adds To the Momentum for an Oil Production Boost». Worldview.stratfor.com. 14 de junho de 2018
↑ «Libya: LNA foils Qatari plot, reclaims oil crescent». Egypt Today
↑ «'Major offensive' launched in Libya's oil crescent» (em inglês). The National
↑ «Dignity Operation recaptures oil terminals after speedy retreat from Jadran forces | The Libya Observer». www.libyaobserver.ly (em inglês)
↑ «Fighting resumes near Libya's Ras Lanuf oil port after LNA advance». www.pakistantoday.com.pk (em inglês)
↑ «From "the Holy Invasion" to "the Big Escape", Khalifa Haftar forces lose oil terminals again | The Libya Observer». www.libyaobserver.ly (em inglês)
↑ «LNA claim to have recaptured oil ports |». Libyaherald.com. 22 de junho de 2018
↑ abcdefghijk Libye: les combats dans le croissant pétrolier perturbent la production de brut, Géopolis Afrique com AFP, 15 de junho de 2018.
↑ abcdefghijklm Célian Macé, Libye : Haftar attaqué dans le croissant pétrolier, Libération, 15 de junho de 2018.
↑ Libye: les forces de Haftar à la reconquête du Croissant pétrolier, AFP, 21 de junho de 2018.
↑ ab En Libye, nouveaux combats autour de terminaux pétroliers, Le Monde com AFP, 14 de junho de 2018.
↑ ab Frédéric Bobin, En Libye, le maréchal Haftar à la reconquête du Croissant pétrolier, Le Monde, 22 de junho de 2018.
↑ abcde Libye: les forces de Haftar se lancent à la reconquête du Croissant pétrolier, AFP, 21 de junho de 2018.
↑ ab Combats en Libye: pertes « catastrophiques » dans le Croissant pétrolier, AFP, 18 de junho de 2018.
↑ ab Sanctions américaines contre un chef de milice libyen, VOA com AFP, 12 de setembro de 2018.
↑ Les forces pro-Haftar reprennent deux terminaux pétroliers en Libye, France 24 com AFP e Reuters, 21 de junho de 2018.
↑ Libye: les forces d'Ibrahim Jadhran en déroute, RFI, 23 de junho de 2018.
↑ ab Libye: Khalifa Haftar, maître du croissant pétrolier, RFI, 26 de junho de 2018.
↑ Libye : le maréchal Haftar remet les terminaux pétroliers aux autorités parallèles, Jeune Afrique com AFP, 25 de junho de 2018.
↑ ab Laurent De Saint Perier, Pétrole : en Libye, des majors sur la réserve, Jeune Afrique, 17 de outubro de 2018.
↑ Libye : le maréchal Haftar rend la gestion des terminaux pétroliers à Tripoli, Jeune Afrique com AFP, 11 de julho de 2018.
↑ Libye – Placement sous sanctions d’Ibrahim Jadhran (12 septembre 2018), France Diplomatie, 12 de setembro de 2018.
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em francês, cujo título é «Offensive du Croissant pétrolier (2018)».